
Uma cobrança judicial de aproximadamente US$ 2.500 está no centro da investigação sobre o ataque a tiros ocorrido na quarta-feira (4) no complexo corporativo do Citibank em Brandon, na região de Tampa, Flórida. Uma funcionária morreu, e o suspeito foi baleado por um integrante da segurança armada da empresa.
Segundo o xerife do condado de Hillsborough, Chad Chronister, o atirador era Jacob Pearson, de 35 anos, morador de Orlando. A vítima foi identificada como LeAnne Selman, de 41 anos, funcionária do Citibank havia nove anos.
Horas antes do crime, Pearson telefonou para um escritório de advocacia responsável pela cobrança de uma dívida de cartão de crédito e ameaçou usar um fuzil AR-15 caso uma audiência judicial não fosse cancelada. A ameaça foi comunicada à segurança do banco e às autoridades.
Por volta do meio-dia, Pearson dirigiu até o campus, atravessou uma barreira de segurança com o carro e entrou em uma área externa onde havia funcionários. De acordo com os investigadores, ele atirou contra Selman, que não tinha ligação conhecida com a disputa financeira. Após uma falha no fuzil, o agressor buscou uma pistola no veículo e voltou a disparar contra a vítima.
Em seguida, Pearson entrou na área da cafeteria. John Fraley, vice-presidente de operações do Citibank, veterano do Corpo de Fuzileiros Navais dos Estados Unidos e integrante da equipe de segurança armada, reagiu. Durante o confronto, Fraley atingiu o suspeito cinco vezes. Pearson foi levado ao Tampa General Hospital, onde morreu.
Conforme o relato apresentado pelo xerife, o agressor carregava cerca de 90 munições e disparou 15 vezes. Aproximadamente 3.200 pessoas estavam no complexo durante a ocorrência. Quatro outros funcionários receberam atendimento por ferimentos ou sintomas associados à fuga e ao tumulto, sem registro de outras mortes.
O Gabinete do Xerife de Hillsborough informou que recebeu as primeiras chamadas de emergência às 12h11. Um veículo policial identificado chegou aproximadamente um minuto depois. Ao todo, 367 agentes do gabinete do xerife participaram da resposta, com apoio de outras forças de segurança.
O Citigroup lamentou a morte da funcionária, ofereceu apoio aos empregados e cooperou com a investigação. As autoridades continuam examinando as circunstâncias do ataque. A motivação relacionada à cobrança foi apresentada pelo xerife com base nas ameaças anteriores e nos elementos reunidos até quinta-feira (5).






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