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Bolsonaro rejeita apoio a Alcolumbre e defende candidatura própria do PL à Presidência do Senado em 2027

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Por Redação30/10/2026 00:24◉ 591 visualizações
Bolsonaro rejeita apoio a Alcolumbre e defende candidatura própria do PL à Presidência do Senado em 2027

Bolsonaro rejeita apoio a Alcolumbre e mantém plano do PL para disputar Presidência do Senado em 2027

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) reafirmou, nesta quinta-feira (29 de outubro de 2026), que não apoiará a reeleição do atual presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), e defendeu que o Partido Liberal lance candidatura própria ao comando da Casa Legislativa em 2027.

A posição foi manifestada em conversas com familiares e com a cúpula do PL, segundo relatos publicados por veículos de imprensa. Bolsonaro argumenta que o momento exige que o maior partido do Congresso reafirme sua força política na disputa legislativa, em vez de negociar apoio à continuidade de Alcolumbre.

O que Bolsonaro disse e o contexto da decisão

Após o segundo turno das eleições, Bolsonaro descartou qualquer apoio à reeleição de Alcolumbre. Ele orientou que a bancada do PL trabalhe por uma candidatura própria e também priorize a aprovação de uma anistia geral e irrestrita aos envolvidos nos eventos de 8 de janeiro de 2023 já no início da próxima legislatura.

Alcolumbre, por sua vez, tem feito gestos em direção à direita, incluindo sinais de apoio a uma possível anistia, como forma de conquistar votos do PL. Bolsonaro, no entanto, rejeitou a articulação e optou por manter o partido em posição de protagonismo.

A eleição para a Presidência do Senado ocorre em fevereiro de 2027, com os novos senadores já empossados.

Disputa pelo comando do Senado e repercussão política

A decisão de Bolsonaro eleva a temperatura na disputa pelo comando do Congresso. O PL é a maior bancada e pode influenciar fortemente o resultado. Nomes como Rogério Marinho e Tereza Cristina têm sido citados entre apoiadores como possíveis alternativas de perfil mais alinhado à direita.

Na Câmara dos Deputados, a avaliação dentro do PL é de que ainda existe espaço para composição em torno da reeleição de Hugo Motta (Republicanos), caso haja acordos em pautas de interesse da oposição.

A postura de Bolsonaro é vista por aliados como uma tentativa de preservar a identidade da direita e evitar concessões que enfraqueçam a bancada. Críticos, por outro lado, apontam risco de isolamento político e dificuldades para avançar na agenda legislativa.

Anistia e outros pontos da agenda do PL

Além da disputa pela Mesa do Senado, Bolsonaro reforçou a prioridade da anistia aos envolvidos no 8 de janeiro. A proposta deve ser tratada como pauta prioritária no início de 2027, segundo orientações transmitidas à bancada.

O tema continua polarizando o debate político. Enquanto setores da oposição defendem a medida como forma de pacificação, o governo e parte do centrão resistem.

O que esperar nos próximos meses

A articulação para a Presidência do Senado deve se intensificar até fevereiro de 2027. O PL precisará unificar sua bancada e buscar alianças com outros partidos da direita e do centrão para viabilizar um nome próprio.

Bolsonaro, mesmo sem mandato, continua exercendo forte influência sobre a legenda e sobre parte da opinião pública conservadora. Sua decisão de “peitar” a articulação em torno de Alcolumbre reforça a linha de confronto e de afirmação de identidade política que marca o grupo desde 2018.

A disputa pelo comando do Senado em 2027 promete ser um dos primeiros grandes testes de força da nova legislatura e pode definir o tom das relações entre oposição e governo no Congresso.



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