
Bolsonaro rejeita apoio a Alcolumbre e mantém plano do PL para disputar Presidência do Senado em 2027
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) reafirmou, nesta quinta-feira (29 de outubro de 2026), que não apoiará a reeleição do atual presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), e defendeu que o Partido Liberal lance candidatura própria ao comando da Casa Legislativa em 2027.
A posição foi manifestada em conversas com familiares e com a cúpula do PL, segundo relatos publicados por veículos de imprensa. Bolsonaro argumenta que o momento exige que o maior partido do Congresso reafirme sua força política na disputa legislativa, em vez de negociar apoio à continuidade de Alcolumbre.
O que Bolsonaro disse e o contexto da decisão
Após o segundo turno das eleições, Bolsonaro descartou qualquer apoio à reeleição de Alcolumbre. Ele orientou que a bancada do PL trabalhe por uma candidatura própria e também priorize a aprovação de uma anistia geral e irrestrita aos envolvidos nos eventos de 8 de janeiro de 2023 já no início da próxima legislatura.
Alcolumbre, por sua vez, tem feito gestos em direção à direita, incluindo sinais de apoio a uma possível anistia, como forma de conquistar votos do PL. Bolsonaro, no entanto, rejeitou a articulação e optou por manter o partido em posição de protagonismo.
A eleição para a Presidência do Senado ocorre em fevereiro de 2027, com os novos senadores já empossados.
Disputa pelo comando do Senado e repercussão política
A decisão de Bolsonaro eleva a temperatura na disputa pelo comando do Congresso. O PL é a maior bancada e pode influenciar fortemente o resultado. Nomes como Rogério Marinho e Tereza Cristina têm sido citados entre apoiadores como possíveis alternativas de perfil mais alinhado à direita.
Na Câmara dos Deputados, a avaliação dentro do PL é de que ainda existe espaço para composição em torno da reeleição de Hugo Motta (Republicanos), caso haja acordos em pautas de interesse da oposição.
A postura de Bolsonaro é vista por aliados como uma tentativa de preservar a identidade da direita e evitar concessões que enfraqueçam a bancada. Críticos, por outro lado, apontam risco de isolamento político e dificuldades para avançar na agenda legislativa.
Anistia e outros pontos da agenda do PL
Além da disputa pela Mesa do Senado, Bolsonaro reforçou a prioridade da anistia aos envolvidos no 8 de janeiro. A proposta deve ser tratada como pauta prioritária no início de 2027, segundo orientações transmitidas à bancada.
O tema continua polarizando o debate político. Enquanto setores da oposição defendem a medida como forma de pacificação, o governo e parte do centrão resistem.
O que esperar nos próximos meses
A articulação para a Presidência do Senado deve se intensificar até fevereiro de 2027. O PL precisará unificar sua bancada e buscar alianças com outros partidos da direita e do centrão para viabilizar um nome próprio.
Bolsonaro, mesmo sem mandato, continua exercendo forte influência sobre a legenda e sobre parte da opinião pública conservadora. Sua decisão de “peitar” a articulação em torno de Alcolumbre reforça a linha de confronto e de afirmação de identidade política que marca o grupo desde 2018.
A disputa pelo comando do Senado em 2027 promete ser um dos primeiros grandes testes de força da nova legislatura e pode definir o tom das relações entre oposição e governo no Congresso.








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